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FESTIVAL PATH 2018

Confira como foi o Festival PATH!


Desde 2013 a DUXcoworkers acompanha o Festival Path em São Paulo, inspirado no Festival SXSW, que acontece em Austin – Texas. O evento, que em 2013 e 2014 se concentrava na Escola São Paulo, cresceu e se consolidou como um dos grandes encontros que discutem inovação no país. Mantendo o formato de palestras simultâneas, migrou para o Instituto Tomie Ohtake e se espalhou por diversos lugares dos bairros Pinheiros e Vila Madalena.

Neste ano, além do Instituto Tomie Ohtake, as palestras também ocorreram no Centro Cultural Rio Verde, FNAC Pinheiros, Centro Cultural Brasil-Japão, Museu A Casa e integrou a Escola Britânica de Artes Criativas, a Casa Natura Musical e o ginásio ACM. Já os shows foram distribuídos na Praça Omaguás e Largo da Batata (onde também haviam feiras gastronômicas), no Bona e no Rooftop 5 do Centro de Convenções, que brindou os participantes com seu por do sol incrível.

O festival trouxe, ainda, a exibição de curtas, documentários, yoga, workshops e feiras diversificadas (Jardim Secreto, Games, Makers, Startups) além de muita gente animada. Claro, não foi possível acompanhar tudo, mas nos movimentamos bastante para capturar não só os assuntos ligados ao uso da tecnologia e da inovação, mas como essas ferramentas podem transformar lugares, pessoas e o meio ambiente, gerando impactos positivos.

Sem a ansiedade, priorizamos a sincronicidade! Confiram um pouquinho dessa experiência.

Poliana Alves e Lauren Westin

Nossa experiência começou com uma imersão no mundo UX na palestra Inovar, Desenvolver e Preservar, conduzida por Márcio Santos e Liliane Carvalho, com mediação do Ariolino Andrade. A importância das pessoas surgiu como tema central, já que na Era do Conhecimento elas são consideradas “o novo petróleo do mundo” por tornarem inteligível ao público as informações capturadas nos meios digitais.

Criar pontes, estruturar ideias, planejar, desenvolver conhecimento e proporcionar novas experiências aos usuários são atributos das pessoas e é o que tem movimentado a transformação do mundo, tendo papel de destaque nessa evolução os investimentos em educação e na formação profissional. A educação é motor do conhecimento que permite respostas rápidas e de qualidade às assimetrias sistêmicas.

As assimetrias encontradas nos processos inovadores podem ser vistas como fracassos ou oportunidades de melhoria e de gerar mais inovação, ideia do “failfast” ou “errar rápido e corrigir rápido”. Esse tema também esteve presente na Oficina Ambientes Acolhedores à Inovação, daria Improvisação.

Para nós que gostamos e trabalhamos com o tema inovação, a proposta da oficina, facilitada por Gabriela Treteski, Markus Lothar Fourier e Rodrigo Vergara, de ajudar as pessoas a encontrar o novo é encantadora.

SIM, E ...

Com apenas 3 comandos (RIA, RANDOM, e POF) encontramos o novo!

De maneira lúdica, o grupo RIA propôs dinâmicas de grupo que tiraram os participantes da ZC – Zona de Costume arremessando-os (POF!) para um circulo de energia, de motivação, e de criatividade (RIA!).

Nesse círculo, a energia não pode parar, E, para não parar e crescer, é necessário lidar com assimetrias (RANDOM!), errar rápido, corrigir rápido, acolher o erro, e dizer mais vezes SIM, E..., no lugar do SIM, MAS ...ou do NÃO. Inovar é agregar.

E SIM!

Buscamos a diversidade no Festival. Entre tantas atividades simultâneas buscamos inspiração na diferença para colocar nossa energia em movimento.

Falando em energia em movimento, a música foi destacada para incentivar a criatividade e a memória na palestra Neurociência, Música e Criatividade de Patrícia Venzella, Hernando Borges e Marcos Nogueira.

O processo criativo tem tudo a ver com a interação da mente com o mundo, daí a importância do sentido que atribuímos às coisas. E se os sentidos pudessem ser mapeados, se pudessem ganhar forma por meio da música?

Essa é justamente a proposta do projeto “Concertos Sinápticos”, que usa a tecnologia em forma da criatividade e da inovação, mapeando os reflexos da música no sistema nervoso, os padrões, que, repetidos, dão forma às coisas, geram simetria, expandem o conhecimento.

 

Foi comprovado cientificamente que a música é um dos mais poderosos fatores do processo criativo, importante instrumento de cognição, capaz de dar sentido e criar memórias. Que bom seria ver a música incorporada nas grades curriculares das escolas.

Cultura é música para nossos ouvidos!

Como uma das dimensões da Cultura, o CEO da Wework, Lucas Mendes, nos contou Porque Investir em Cultura é uma das Decisões mais Importantes para Qualquer Empresa.

Distinguindo “Estratégia” de “Cultura”, a Cultura se mostrou o fator mais relevante de motivação e felicidade.

Cultura é algo onipresente, duradouro, aquele algo que une as pessoas com interesses comuns, compartilhada de forma implícita e o que nos diferencia dos animais, como ilustrou com figuras colhidas do livro “Sapiens” do Yuval Noah Harari.

Partindo de comportamentos espontâneos e sendo própria das pessoas, o entendimento da Cultura é algo que deve ser capturado e trabalhado melhor pelas organizações, por ser diferente de Estratégia, que tem um viés de direcionar o posicionamento para obter lucro. A Cultura é maior, permeável, fluida, integrante.

Por isso, o alinhamento da Cultura do individuo e da organização é o que faz diferença tanto para o sucesso da empresa como para a felicidade das pessoas.

Ficamos bem felizes de materializar também nas palavras do Lucas o que sempre incentivamos em nossa casinha, a DUXxcoworkers! Desde 2010 cultuamos o propósito, a felicidade e o conhecimento para inovar.

Vimos mais um desses exemplos na prática.

A Natura na palestra Mulheres da Amazônia: Microrrevoluções em Grande Escala, mediada por Andréa Álvares, e que contou com a presença das suas colaboradoras Adriana Gomes Lima, Dona Onete e Priscila Lopes comunicou claramente a Cultura Empreendedora da empresa e das pessoas, de busca perene da sustentabilidade, de valorização do senso de comunidade e incentivo ao desenvolvimento regional.

As mulheres da Amazônia, grandes colaboradoras da marca, relataram como assumiram bravamente seu papel na sociedade, gerando emprego e renda a partir de recursos naturais, respeitando ciclos de replantio e colheita, de forma sustentável, enfrentando dificuldades financeiras, de logística, para conciliar o trabalho doméstico, o cuidado dos filhos, e, ainda, enfrentar o machismo e as distâncias das zonas urbanas para, enfim, encontrar parcerias como a da Natura e realizar e sustentar seu negócio social. Mulherada engajada, que faz acontecer!

Com simplicidade, trouxeram a mistura de delicadeza e força e nos contaram um pouco da parceria que levou ao plantio agroecológico do açaí, patauá, castanha e de outras culturas para transformar a vida da comunidade local.

E a sustentabilidade também foi tema da palestra Negócios de Impacto que Cuidam do Planeta, conduzida por Gillian Alonso da FoodFinder e por Roberto Matsuda da Fruta Imperfeita, mediada, ainda, por Ulisses Zamboni. O bate-papo rolou com muito entusiasmo na Casa do Capitalismo Consciente.

A FoodFinder é uma empresa inovadora que atua no seguimento B2B (business to business) aproximando vendedores e compradores de alimentos com prazo próximo de vencimento, evitando o desperdício. Já a Fruta Imperfeita, também com o objetivo de reduzir a quantidade de alimentos que vão diariamente para o lixo, é uma empresa de delivery de frutas imperfeitas, aquelas frutinhas amassadas ou tortinhas, mas que ainda são próprias para o consumo.

Ambos os empreendedores tiveram insghts a partir daquele incômodo de quem tem um olhar preocupado com a sustentabilidade, como quem vê o desperdício de alimentos em um país onde pessoas ainda estão em situação de fome e miséria. Uniram a preocupação com o pequeno produtor, que não pode escoar os alimentos imperfeitos, com a indústria, que dispende recursos para incinerar alimentos próximos à data de vencimento, e com o planeta, que não precisa de mais lixo e de mais desperdício, bem como com o consumidor, que pode obter alimentos por preços mais acessíveis e contribuir para uma sociedade mais sustentável e a partir daí inovaram, criando negócios sociais.

Dentro da ótica do Capitalismo Consciente, o Museu A Casa recebeu a palestra Produtos com Causa – Como o Consumo Pode Alavancar a Cultura de Doação, um bate papo cheio de conteúdo a cargo de Melissa Cabral, Rodrigo Popponzi e Tânia Veludo de Oliveira.

Os palestrantes demonstraram que é possível para as empresas obter lucro a partir da venda dos chamados produtos com causa, produtos que genuinamente sejam reconhecidos pelo público como geradores de impacto social, ou seja, que tragam algum beneficio para a sociedade, para o meio ambiente, para um nicho de pessoas, enfim, colaborativos.

Mas o que mais chamou a atenção foi uma observação muito interessante: a de que o sucesso de um produto com causa está diretamente relacionado, além da aceitação, claro, com a eficácia em se medir e em se dar transparência aos resultados das vendas, pois gerando confiança é possível alavancar as vendas e gerar mais impacto social positivo. Nisto, concordam os palestrantes, ainda há muito que evoluir.

E por falar em pensamento ganha-ganha, base do negócio social, outra palestra muito movimentada foi a Alimentando as Mudanças no Mundo com Edson Leite e Luisa Haddad, mediada por Claudia Visoni. Eles mostraram como descobriram no alimento uma força motora para a sociedade e o mundo.

Edson, chef de sucesso em Portugal, contou sobre o retorno para o lugar em que nasceu, a periferia de São Paulo, para desenvolver um trabalho social com a alimentação, criando oficinas-restaurantes. Ele contou que vê as pessoas da periferia indo para as regiões centrais, sobretudo para trabalhar, mas não vê o movimento inverso, as pessoas das regiões centrais indo para a periferia trabalhar, conhecer e frequentar, e isso despertou nele um genuíno interesse em transformar esse fluxo em torno da alimentação criando o projeto Gastronomia Periférica.

Luisa contou como sua relação com a alimentação mudou introduzindo pouco a pouco vegetais em sua rotina e como daí surgiu a ideia para criar a Pé de Feijão SP, um negócio social que utiliza hortas urbanas como sala de aula para oficinas de educação alimentar, permitindo aos alunos entenderem a importância de comer de forma mais saudável e de um consumo mais consciente e sustentável. “Desembala menos, descasca mais!”

Ambos encontraram o propósito de suas vidas no empreendedorismo social.

Propósito, aliás, foi o tema que surgiu na Sessão Literária facilitada pela empreendedora social Gabrielle Picholari do Olhar Fértill, sobre o seu livro digital Autocompaixão: A Essência da Felicidade, disponível para download gratuito.

A autocompaixão, objeto da meditação do MindfulSelf Compassion, focada na abertura do coração, é uma técnica que vem sendo estudada por médicos, cientistas e especialistas em terapias integrativas como uma forma de prevenir o burn out empático ou a fadiga empática e de auxiliar as pessoas a caminharem em linha com seu propósito.

Nesta era pós-tecnológica, a era da revolução da consciência, verifica-se um número excessivo de pessoas sofrendo de burn out empático e, pasmem, dentre as profissões com pessoas mais atingidas está a do empreendedorismo social, juntamente com médicos e professores.

Isso ocorre, segundo a palestrante, porque a empatia, mãe da compaixão, que existe quando nos reconhecemos no outro, e que nos permite sermos compassivos agindo em direção ao outro, é uma característica típica do empreendedor social; e a autocritica ferrenha, que tem uma correlação direta com a depressão, é uma característica muito presente em nossa sociedade. Portanto, ter autocompaixão, cultivando um diálogo interno mais pacifico, é uma ferramenta de grande ajuda para aqueles que buscam cumprir um propósito.

O alerta é que para exercer a compaixão, primeiro é importante que se tenha autocompaixão, ou seja, que se permita olhar para os recursos internos antes de atuar em direção ao outro e, assim, agir de forma melhor e mais eficaz.

Profundo não?

Mergulhamos também nas grandes tecnologias.

O Festival desse ano contou com a participação de um grupo de holandeses (Arne Hendriks – Chloé Rutzerveld – Emma van der Leest – Eric Geboers – Ermi van Oers – Leanne Wijnsma – Pim van Baarsen – Ruben van de Vem – Ward Massa) que compartilharam suas experiências e pesquisas inovadoras nas rodas de palestras e bate-papo que levaram o nome de Conexões Holandesas.

De fato, as discussões foram incríveis e nos encantaram, não só pelo conteúdo altamente inovador e de vanguarda, mas também pela visão moderna apresentada, colaborativa e preocupada com a natureza e a sobrevivência da espécie humana em harmonia com as outras espécies que habitam o nosso planeta.

Não será possível trazer em palavras tudo o que nossos olhos viram através dessas mentes brilhantes, mas ficou clara, em todas as rodas de debates, a preocupação com o design.

O design foi citado como ferramenta importante no direcionamento do consumo e que proporciona maior ou menor índice de reciclagem dos materiais.

A Holanda incentiva fortemente a pesquisa do design, que, unificado à tecnologia, têm o papel de desencadear reações intuitivas, de orientar a escolha dos produtos, de proporcionar construções mais sustentáveis e gerar hábitos para incentivar a economia circular.

Vale destacar a pesquisa da holandesa Ermi van Oers, que nos mostrou seu brilhante projeto Living Energy, desenvolvido em parceria com a Plant-e. Ela uniu tecnologia ao design e provou ser possível a produção de energia elétrica a partir das conexões sinápticas geradas pelas plantas!

Pasmem, eu disse plantas!

Ermi demonstrou que as raízes das plantas estão interconectadas abaixo da terra e que, na captura dos nutrientes para sua sobrevivência, elas depositam matéria orgânica no solo que libera prótons e elétrons. Esses, por sua vez, quando conectados a um equipamento condutor, são capazes de produzir energia elétrica. Como resultado, desenvolveu a lâmpada nomeada como Living Light que começará a ser vendida em pequena escala já nesse ano de 2018.

Ampliando os horizontes da bio-revolução, Ermi testou a mesma tecnologia nos parques - que podem ser iluminados a partir da energia das próprias plantas, e nos rios - que além de fonte de energia, podem ser despoluídos pela captura das bactérias geradas na decomposição da matéria orgânica capturada pelos condutores. Não é incrível?

Sua motivação é mostrar que a natureza está cheia de soluções inteligentes e que é preciso incentivar a utilização racional dos recursos naturais para sustentar as cidades do futuro.

Imagine uma floresta totalmente preservada capaz de gerar energia?

Não obstante o forte incentivo da Holanda à pesquisa, ainda é grande o desafio para a obtenção de investimentos. Temos que incentivar as ideias desafiadoras para que as novas tecnologias possam ser testadas e comercializadas, ganhando escala, o que irá contribuir para a redução dos preços, uma vez que serão disruptivas transformando para melhor os padrões de consumo.

Confira o vídeo que traz parte dessa iniciativa:

 

Para saber mais acesse: https://www.livinglight.info/

Ainda sobre as grandes ideias inovadoras, viajamos para a Amazônia.

Na palestra Tecnologia na Preservação da Amazônia, Emiliano Ramalho, biólogo, estudioso de grandes espécies amazônicas e coordenador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (uma reserva ecológica de pesquisa localizada nas áreas de várzea da Amazônia Central) nos contou um pouco sobre seu trabalho, iniciativa superimportante na preservação da vida na floresta.

Através de tecnologia que utiliza a energia solar e sistema Wi-Fi, ele realiza o monitoramento e a captura de sons e imagens reais dos animais, o que permitem mapear o ecossistema da floresta amazônica de forma estrutural, não apenas por visão de satélites, mas sim rastreando a saúde das matas pelo comportamento daqueles que nela habitam.

Com a observação da vida é possível dar respostas imediatas à degradação – o que não tem sido alcançado pela observação em larga escala, ressaltou Emiliano.

Essa é a sua missão no Providence Project, que conta com o apoio da Universidade Politécnica da Catalunya (Espanha), Universidade Federal da Amazônia, Fundação Moore e outras entidades não governamentais.

Pelo projeto já é possível dizer que um dos maiores riscos para a biodiversidade na Amazônia é a construção das estradas rodoviárias que, fragmentando a unidade do sistema, prejudica a conexão dos animais, que sofrem aumento da mortandade. Por consequência, diminui-se a recuperação das matas derrubadas, uma vez que se comprovou que a circulação dos animais é um dos fatores mais importantes para a biodiversidade.

Pelo monitoramento é possível notar como o comportamento dos animais que vivem na Amazônia é diferenciado do comportamento dos mesmos animais que vivem em outro bioma. A onça pintada amazônica, por exemplo,é o único exemplar da espécie registrado no mundo que habita sobre as árvores, por ser essa uma região de alagamento.

O http://www.projectprovidence.org/,que infelizmente tem sido pouco divulgado entre nós, brasileiros, e especialmente em São Paulo, nos mostrou quanto é preciso atuar de forma mais efetiva para evitar o desaparecimento rápido da floresta, integrando tecnologia que permite a preservação da vida selvagem ao desenvolvimento consciente e sustentável das comunidades locais. Uma belíssima iniciativa que integra o Obser deve ser incentivada!

Ainda na onda de preservar para não faltar mergulhamos na recuperação das águas doces, em brilhante trabalho da Mariana Amazonas conhecido como Jardins flutuantes: a forma natural de tratar água, solo e ar já chegou ao Brasil.

Mariana nos contou como usa, de forma altamente inovadora, a tecnologia mais antiga do mundo – a natureza – para a despoluição dos rios. Tratando o esgoto pela instalação de plataformas de plantas que realizam a filtração natural das águas, Mariana mostrou como é possível recuperar os rios e preservar suas nascentes pelo replantio da vegetação lateral, pela recomposição das matas ciliares e a utilização de plantas que são verdadeiras bombas de oxigênio.

Nos mostrou em detalhes o incrível trabalho realizado na Phytorestore para a limpeza do Rio Sena, em Paris,e a recuperação de lagoas que já estavam secas, a exemplo do Lago Wolong, na China. Essa inspiração é o que irá causar a despoluição do Rio Capibaribe, no Recife (PE), em projeto de sua coordenação.

Utilizando jardins filtrantes é possível modificar o entorno do leito de rios altamente poluídos, sanando problemas como o mau cheiro e a contaminação, melhorando a qualidade da água ao longo do rio, além dedevolver ao ambiente a biodiversidade.

Mariana destacou como é possível usar a inteligência para economizar, pois o modelo dos jardins, que são construídos por zonas de retenção de resíduos, compostagens, drenagem e despoluição, são mais eficientes e mais baratos do que investir no simples tratamento do esgoto, que não cuida do entorno. Destacou que já existe projeto apresentado com a mesma tecnologia para a revitalização do Rio Pinheiros, em São Paulo/Capital, e também para a recuperação do Riacho Salgadinho, localizado em Maceió/AL conhecido como “língua negra”, porém, pendentes de aprovação.

Sobre o tempo de recuperação através dos jardins flutuantes? Imediato. A natureza é poderosa.

Porém, vimos que há muito a fazer.

O primeiro passo é a conscientização que move o interesse político. No Brasil, constata-se que grandes fábricas estão regulares perante a legislação embora descartem resíduos em águas que continua sim poluindo os rios e o entorno. Ou seja, a legalidade não alcança o objetivo de recuperação ambiental.

É preciso repensar se as indústrias, de fato, estão cumprindo o papel da compensação ambiental porque o pagamento de multas não nos trará de volta a natureza e a vida.

Também é fundamental a parceria do Estado, de entidades de pesquisa e da iniciativa privada para que possamos alcançar soluções efetivas, porque tecnologia e inovação não faltam.

Mariana nos mostrou a recuperação das águas de forma prática. Tomara que esse projeto de espalhe de Recife para o resto do Brasil!

Voltando agora para a revolução digital e das novas tecnologias, o time da Welight (André Salem e Pedro Paulo Lins e Silva, em conjunto com Marco Konopacki) trouxe, de forma simples, o “Blockchain” como ferramenta de gerar impacto social.

Essa tecnologia, capaz de armazenar os dados em blocos, proporciona maior segurança à rede e às pessoas que dela se utilizam, uma vez que é possível rastrear a origem das informações por recursos de criptografia e em ordem cronológica – o que permite a prática de “auditorias” coletivas dos dados apresentados.

Na era da digitalização em massa, em que ocorre forte transformação do perfil de uso dos ativos (temos visto a criação de aplicativos que tem o objetivo de compartilhar casas, carros e outros bens), seguida pela relativização da moeda e a modificação dos meios de contratação, a transparência de processos ganha foco e a confiança coletiva nos usuários dos meios digitais foi apresentada como um dos principais incentivos ao uso do blockchain.

Porém, a dica é que o empresário avalie se, de fato, investir nessa tecnologia é necessário para o seu perfil de negócio.

Seguindo nessa linha da relativização da moeda e da transparência, os consultores Douglas Bakkum e Marc Lussy, apresentaram os fatores de sucesso que levaram a Suíça a condição de “CryptoCountry”, ressaltando a preocupação do país em eliminar as barreiras para a regulamentação das moedas digitais sem prejudicar o sigilo fiscal, e segurança das informações financeiras.

Investindo fortemente em tecnologia, a Suíça se tornou líder em fintech, estabelecendo em Zurique e Genebra o seu “CryptoValley”, um dos principais centros de pesquisa do mundo que busca intensificar a relação com startups e utilizar também o blockchain como aliado e ferramenta poderosa para a segurança do dinheiro. Isso tem aumentado o interesse dos investidores inovadores na Suíça, favorecendo o crescimento do país, uma vez que a segurança das informações ganha papel relevante diante da modificação da moeda para o bitcoin ou outras moedas digitais.

E essas foram as principais experiências que gostaríamos de compartilhar.

Nós da DUXcoworkers estamos de olho nas mudanças e preparados para acompanhar e auxiliar de perto essas transformações.

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