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2016 | DUX MAG - UX Acessibilidade

UX Acessibilidade

Falar para todos é falar para ninguém. Pare, pense, liste e defina todos os possíveis grupos de pessoas que você deseja atingir. A acessibilidade é uma decisão da empresa e precisa estar inserida na sua cultura de responsabilidade social e, assim, ser devidamente considerada no orçamento dos projetos. Muitas empresas já adotaram as boas práticas de acessibilidade, mas para que realmente se possa atender a certos grupos, é necessária uma maior complexidade no desenvolvimento do projeto e maior investimento financeiro. Seja transparente e tenha os objetivos claros e bem definidos em relação a quais grupos você deseja dialogar.

O discurso da acessibilidade ainda é da minoria e da diferença. Primeiro, é preciso mudar esse pensamento. Entre as boas práticas da W3C, existem normas que são vantajosas não apenas para acessibilidade, mas para melhoria de SEO, por exemplo. Neste ponto, a inovação já ajuda a acessibilidade e uma vez que você consegue provar para o seu cliente ou para sua empresa que isso é um valor para a visibilidade e retorno da marca, nós, como inovadores, apresentamos o valor de contribuição social ao implementar a nova tecnologia. Apple Siri é um exemplo de inovação que inverte o peso de tratar a minoria como maioria e, com isso, ganham todos. Uma facilidade desenvolvida para um grupo de pessoas não com necessidades ou deficiências específicas tornou-se uma das grandes soluções de comunicação, inclusive, para estes grupos.

Depois da “bolha da internet” no fim dos anos 90s e começo dos anos 2000, a acessibilidade tinha um discurso muito próximo da “usabilidade”. Essas duas disciplinas entraram em parceria para resgatar a web, trazendo valores que não estavam mais sendo percebidos: internet pode ser simples, pode ser fácil, pode ser para todos.
Mobile first, User friendly já são nomenclaturas comuns no discurso do marketing das empresas. HTML já é acessado por muitas plataformas e obrigatório na construção de qualquer site. Controle de voz, uso de vídeos com legendas e mensagens de textos ajudando na navegação são itens comuns hoje em dia para deixar a experiência mais fácil para todos.

Quem ganha com essas inovações? Pessoas como você, pessoas como eu, pessoas com dislexia, pessoas com dificuldades cognitivas ou pessoas com deficiência visual.
“Dá para perceber como usabilidade já é um pensamento de acessibilidade? Mas para corresponder a todos, é preciso entender quem são essas pessoas. Da próxima vez que você for “vender acessibilidade” pense em “vender inovação” para o seu cliente ou sua empresa. Todos vão sair satisfeitos, especialmente, o seu público ;)” Melina Alves

Desejamos uma boa reflexão para todos
#UXparatodos
Veja mais: https://medium.com/@DUXMAG/ux-acessibilidade-8989ece6574d#.2aaeg4zd4